sábado, 18 de outubro de 2008

Roteiro do filme de 15 minutos sobre “Filosofia na PUCPR”

O que pretendemos mostrar:

1. Para a elaboração do filme pretendemos fazer filmagens durante várias aulas durante suas atividades normais. Após isso selecionaremos trechos chamativos e usaremos como ilustração da nossa prática no curso de graduação.

2. O mesmo será feito durante as aulas do mestrado e nos grupos de estudos, buscando sempre cenas chamativas, instigantes, engraçadas, inusitadas...

3. Usaremos fotos de alunos apresentando trabalhos em seminários, colóquios, congressos.

4. Usaremos ainda o material que elaboramos durante a feira de cursos: fotos, entrevistas com os professores falando justamente do tema do filme, a idéia do túnel do tempo, bem como as imagens em torno dele...

5. Mostraremos os professores e suas linhas de pesquisa, seus enfoques, os autores que eles estudam especificamente, o que norteia o andamento do curso tanto no mestrado quanto na graduação.

6. Mostraremos a atuação dos professores nos outros cursos da PUCPR, afinal todos os cursos têm matérias obrigatórias de filosofia em sua grade curricular.

7. Alunos e seus trabalhos, interesses acadêmicos de alguns...

8. Fim do curso: procuraremos buscar alunos que já se formaram para saber o que se faz com o que se aprendeu durante o curso, o que cada aluno passou a exercer...

9. Procuraremos ainda tratar de pontos marcantes da filosofia na história. Afinal, ela serviu de base a vários eventos importantes que mudaram ou deram rumo à história como ela e hoje.

Como faremos a montagem:

10. A montagem disso tudo terá inicio com uma seqüência de fotos de ambientes totalmente vazios (igreja, sala de aula, praça...) para passar a impressão de que há algo faltando na completude da vida humana, entraremos depois com as idéias tiradas das entrevistas com os professores, com os fleches filmados e todo o restante do material para dar a entender que a filosofia pode ser esse algo que falta e que pode ser uma alternativa para completar essas lacunas existenciais.

11. Imagens da internet também serão usadas para ligar idéias e dar contexto ao filme.

12. Os materiais que serão usados são basicamente: câmera, computador para edição, matérias retirados da internet, fotos que os alunos tiraram d eventos, festas ou demais situações no decorrer do curso.

sábado, 11 de outubro de 2008

Avaliação das "Orientações curriculares do Ensino Médio" e de um material didático

Considerações sobre As "Orientações Curriculres do Ensino Médio":
Esse é um trabalho que foi elaborado a partir de discussões entre professores, equipes técnicas dos sistemas Estaduais de Educação, alunos da rede pública e representantes da comunidade acadêmica, com o objetivo de contribuir com o diálogo entre professor e a escola sobre a prática docente e, assim, fortalecer para essa etapa final da Educação Básica, pois serve como revisão de práticas pedagógicas em busca de uma melhoria no ensino.
As orientações abordam todas as disciplinas em seus três volumes (...). Porém nesse comentário será abordado apenas o 3º volume em que consta as bases curriculares para as ciências humanas e suas tecnologias. Mais especificamente a parte em que se mostra as ponderações sobre o ensino de Filosofia.
Primeiramente vale a pena mostrar o que a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (nº 9394196) prevê para esse nível de Educação Básica. Na LDB (art. 35) consta as finalidades atribuídas ao Ensino Médio: aprimorar o educando como ser humano, em formação ética, no desenvolvimento de sua autonomia intelectual e de seu pensamento crítico e ainda contribuir para o desenvolvimento de suas competências para continuar seu aprendizado. Já no art. 26 propõe a organização curricular com os seguintes competentes:
Cabe à equipe docente analisar e selecionar os pontos que merecem aprofundamento a partir de uma ampla discussão entre eles e a equipe pedagógica de cada colégio que estabelece seu planejamento particular para cada disciplina.
Avaliação do material didática de filosofia do Positivo:
Esse material didático serve de preparação aos alunos dos últimos anos do Ensino Médio que esão se preparando para o vestibular. Serve de orientação para quem pretende prestar vestibular principalmente para a UFPR. Com a introdução da Filosofia no vestibular, todo ensino fundamental e médio está consolidando seu resgate e se adaptando a essa nova tendência.
Num primeiro momento a Filosofia está de forma bem simples, pois insere-se no material de forma bem gradativa. Porém esse material não atende aos principais objetivos da inserção da filosofia como matéria obrigatória no Ensino Médio, pois nao busca desenvolver a capacidade do aluno de boa argumentação, e nem guiá-lo no desenvolvimento de seu pensamento crítico, apenas preocupa-se em passar conteúdos que irão cair nas provas seletivas das faculdades de forma bem "mastigada" e pronta, o que caracteriza uma disseminação superficial da filosofia somente como um amontoado de conteúdos inúteis, que os alunos nunca mais terão interesse após os vestibulares.
A linguagem é totalmente adequada ao público jovem que pretende atingir e a forma como o material se estrutura também é bem adequada ao seu fim preparatório para vestibulares. A estética do material é bem harmonioza, e as atividades que propõe são bem supérfulas.
O material do Positivo não representa um material completo que gere em seus alunos inquietações que lhes façam buscar conhecimentos inovadores em torno da filosofia, apenas faz apontamentos bem curtos das idéias principais de cada autor que será cobrado no vestibular. Sues apontamentos servem apenas para um primeiro contato com os autores tratados, mas nao tem nenhuma forma de aprofundamento sobre eles e seus conteúdos, são feitas apenas pequenas contextualizações da vida de cada um e um resumo de suas idéias com trechos de livros para ilustrar cada uma.
Parece que filosofia não exige tanta leitura e esforço quando lemos esse material, afinal tudo está absrudamente mastigado, não gerando nenhuma reflexão em torno da filosofia. O objetivo dele não é criar filósofos ou filosofias (coisas inovadoras), mas sim apoiar os alunos para saberem o que cai no vestibular. Pensando em seu objetivo, pode-se até dizer que o material está adequado, pois o aluno nçao perderá muito tempo com sua leitura muito menos contra argumentando sobre ele, simplesmente terá em mãos o que precisa para as provas de vestibular, porém fora desse contexto esse material seria bem vazio se fosse uma aula de filosofia realemente.
Como aula de filosofia entende-se aqule diálogo de idéias, argumentos, contra argumentos, criação de conceitos novos e posterior quebra deles para o aprimorar mais ainda....ou seja, um movimento constante de inquietações e angústias que geram buscas e mais buscas de coisas novas. Esse material não seria útil a isso, ele seria um ótimo impositor de ideologias inquestionáveis, porém para uma aula como a cita acima não serve. Não seria útil também ao que é proposto pelas "Orientações curriculares do Ensino Médio" da Secretaria da Educação, afinal, não respeita o que propõe-se na LDB (isso já foi tratado no texto anteriomente quando fizemos explanações sobre o material citado), que é aprimorar o educando como ser humano, em formação ética, no desenvolvimento de sua autonomia intelectual e de seu pensamento crítico e ainda contribuir para o desenvolvimento de suas competências para continuar seu aprendizado.
Enfim, esse material não corresponderia a uma aula de filosofia real e também não corresponderia ao que se propõe na LDB, porém como o ojetivo da curso não é nenhuma dessas pretenções, mas sim preparar os alunos ao vestibular ele consegue ser bem eficiente.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Quem poderia "bancar" o trabalho de um filósofo??

Muitos vêem o curso de Filosofia como algo estático, incomum ou inútil, porém ao entrar nesse ramo percebemos uma gama imensa de possibilidades de trabalho que o senso comum em relação à filosofia jamais imaginaria.
Por trabalhar questões tão universais a filosofia se estende à muitas áreas de atuação e serve a muitas áreas támbem. Uma prova disso é a quantidade de instiruições que financiam pesquisas em filosofia, sejam elas com interesses culturais, sociais, ambientais...Sobre essas intituições financiadoras será feita a seguir uma abordagem bem geral, porém depois haverá uma lista das instituições com seus respectivos endereços eletrônicos para maiores informações se preciso for.
1. Programa de Apoio a Eventos no País (PAEP), tem como objetivo conceder recursos a eventos de caráter científico, tecnológico e cultural de curta duração, promovidos por associações e sociedades nacionais científicas, de pós-graduação e de pesquisa com abrangência nacional e internacional. Para promover financiamento a um projeto ele tem algumas condições obrigatórias, os eventos devem os eventos devem apresentar interesse inequívoco para a pós-graduação stricto sensu e os pedidos devem ser encaminhados à CAPES até 120 dias antes do evento. Os documentos obrigatórios são: carta de encaminhamento com exposição de motivos; formulário de solicitação; e uma programação completa do evento, além dos currículos dos convidados nacionais e estrangeiros.
2. O CNPq oferece várias modalidades de bolsas aos alunos do ensino médio, graduação, pós-graduação, recém-doutores e pesquisadores já experientes. As bolsas são divididas em duas categorias principais: bolsas individuais no país e no exterior, e bolsas por quota. As individuais são solicitadas diretamente ao CNPq.
Primeiramente para quem deseja fazer essas solicitações individuais deve-se identificar qual é a opção que se encaixa em seu perfil e necessidade. Em seguida, deve ler atentamente as normas gerais e específicas relacionadas ao tipo de bolsa escolhida e verificar os prazos para sua inscrição. Finalmente deve preencher o formulário correspondente e enviá-lo dentro dos prazos previstos de acordo com a modalidade. Os formulários podem ser obtidos a partir da página formulários. Os que não forem corretamente preenchidos serão recusados. Os resultados finais dos julgamentos são divulgados na página resultados e comunicados ao interessado por via eletrônica e/ou correio regular.
Bolsas por quota, por sua vez, são as de quotas de bolsas de Iniciação Científica, de Iniciação Tecnológica, de Mestrado e Doutorado são oferecidas às instituições de ensino e pesquisa e aos cursos de pós-graduação. Os interessados devem solicitar as bolsas dessas modalidades diretamente às referidas instituições, não ao CNPq. Os critérios e mecanismos para sua obtenção são divulgados pelas instituições correspondentes. Bolsas de Iniciação Científica Júnior, destinadas aos alunos de ensino médio, são concedidas pelo CNPq às Fundações Estaduais de Apoio à Pesquisa que repassam às instituições locais. As instituições, por sua vez, as distribuem aos alunos secundaristas participantes dos programas específicos.
3. A Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Paraná ampara a formação de recursos humanos do Estado do Paraná.
Seus recursos financeiros têm origem no Fundo Paraná, que destina 2% da receita tributária do Estado ao desenvolvimento científico e tecnológico. Desse percentual, até 30% são destinados à Fundação.Para a consecução de seus objetivos à Fundação Araucária, individualmente, ou em parceria com outros órgãos financiadores, compete:
Seus objetivos são os de amparar a pesquisa e a formação de recursos humanos, visando o desenvolvimento científico, tecnológico, econômico e social do Estado do Paraná; apoiar, total ou parcialmente, bolsa-auxílio, projetos, programas ou investimentos em unidades ou pólos de pesquisa ou de desenvolvimento científico e tecnológico; cadastrar, organizar e manter atualizados sistemas de informações sobre entidades, projetos, programas, recursos humanos, laboratórios, serviços e equipamentos que atuem ou sejam aplicados em áreas compatíveis com seus objetivos sociais, a fim de obter colaboração, cooperação e otimizar investimentos nessas áreas; promover estudos sobre o desenvolvimento e inovações científicas e tecnológicas e sua aplicação, para identificação de setores que deverão ser priorizados, bem como sobre intercâmbio nacional e internacional e formação de pesquisadores nas áreas priorizadas; desenvolver atividades de identificação, negociação, captação e atração de investimentos, para aplicação em setores compatíveis com seus objetivos sociais; promover, fomentar e subvencionar a publicação de estudos, pesquisas e outros documentos, ações, projetos ou programas, que auxiliem na ampla difusão de conhecimentos necessários ao desenvolvimento científico e tecnológico; monitorar, buscar a otimização e fiscalizar os recursos aplicados nas suas áreas de interesse, tando de suas próprias fontes quanto de terceiros; alinhar-se com os objetivos da Política Estadual de Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Estado do Paraná, priorizando suas ações de acordo com essa Política.
Seu programa de apoio financeiro abrange o Fomento à Pesquisa Científica e Tecnológica: tendo um programa de Apoio à Pesquisa Básica e Aplicada; um programa de apoio a recém doutores.
Busca ainda a formação de Pesquisadores oferecendo: um Programa de Apoio à Pós-graduação Stricto Sensu; um Programa de Apoio a Mestrados Interinstitucionais; um Programa de Apoio à Iniciação Científica Financia ainda a Disseminação Científica e Tecnológica tendo: um Programa de Apoio a Publicações; um Programa de Apoio à Participação em Eventos Técnico-científicos e Culturais, um Programa de Apoio à Organização de Eventos Técnico-científicos e Culturais; e um Programa de Apoio a Projetos Integrados de Pesquisa e Extensão.
Para apresentação de projetos exige-se que o coordenador proponente deve possuir vínculo empregatício com instituição de ensino e/ou pesquisa, legalmente constituídas, quer na forma de universidades, faculdades, institutos, fundações, sociedades científicas ou culturais, sem fins lucrativos, sediadas no Estado do Paraná; o coordenador deverá estar em plena atividade de pesquisa em sua instituição de origem, não cabendo a ele a solicitação de apoio da Fundação Araucária quando ausente, ou em vias de afastamento temporário para quaisquer fins; deve haver a existência de Chamada de Projeto em vigência; ausência de pendência para com a Fundação Araucária (relatórios técnicos e/ou prestações de contas); cadastro do coordenador/pesquisador e da respectiva instituição no Sistema de Gestão de Projetos – Sigep; submeter as propostas por via eletrônica (Sigep), e encaminhar uma cópia impressa do resumo do projeto cadastrado, devidamente assinada pelo proponente/coordenador e pelo responsável pela instituição(*), via correio, para o endereço:
Ao receber as bolsas o coordenador do projeto deve cuidar com o cumprimento de algumas obrigações que assume ao receber os beneficiários.Todos os apoios concedidos pela Diretoria são formalizados mediante a assinatura de um Termo de Outorga ou Convênio, onde são estabelecidas as obrigações entre a Fundação e o outorgado/conveniado. Por esta razão, o interessado deve examinar cuidadosamente o referido Termo para certificar-se das obrigações que assume perante a Fundação Araucária.
O não cumprimento resulta em penalidades como: cancelamento do auxílio ou bolsa; devolução dos recursos recebidos; desqualificação para apresentação de novas propostas.
Dentre as obrigações dos beneficiários (outorgado/conveniado), destaca-se: utilizar os recursos financeiros liberados exclusivamente para os fins aprovados (não são permitidas alterações no orçamento após a contratação do projeto); apresentar os relatórios técnicos e de prestações de contas dentro dos prazos previstos; fazer referência ao apoio da Fundação Araucária nas teses, dissertações, artigos, livros, resumos de trabalhos apresentados em reuniões e qualquer outra publicação ou forma de divulgação das atividades inerentes ao projeto; cumprir os prazos relativos à atualização no Sigep dos relatórios técnicos parciais e finais e das respectivas prestações de contas, de acordo com o que estabelece o Convênio ou Termo de Outorga; informar sobre auxílios ou bolsas pleiteados para o mesmo fim; não acumular auxílios ou bolsas.
4. A FINEP concede financiamentos reembolsáveis e não-reembolsáveis. O apoio da FINEP abrange todas as etapas e dimensões do ciclo de desenvolvimento científico e tecnológico: pesquisa básica, pesquisa aplicada, inovações e desenvolvimento de produtos, serviços e processos. A FINEP apóia, ainda, a incubação de empresas de base tecnológica, a implantação de parques tecnológicos, a estruturação e consolidação dos processos de pesquisa, o desenvolvimento e a inovação em empresas já estabelecidas, e o desenvolvimento de mercados. Vale lembrar que a FINEP financia apenas as etapas anteriores à produção, não apoiando investimentos para expansão da produção.
Os financiamentos reembolsáveis são realizados com recursos próprios ou provenientes de repasses de outras fontes. As empresas e outras organizações interessadas em obter crédito podem apresentar suas propostas à FINEP a qualquer tempo. O primeiro passo é encaminhar uma consulta prévia e, caso esta seja enquadrada, a FINEP receberá a Solicitação de Financiamento.
Os financiamentos não-reembolsáveis são feitos com recursos do FNDCT, atualmente formado preponderantemente pelos Fundos Setoriais de C,T&I. Eles são destinados a instituições sem fins lucrativos, em programas e áreas determinadas pelos comitês gestores dos Fundos. As propostas de financiamento devem ser apresentadas em resposta a chamadas públicas ou encomendas especiais.
A FINEP também tem uma linha de apoio para realização de eventos, temporariamente suspensa e atua de forma cada vez mais intensa no apoio a empresas de base tecnológica. Desde 2000 desenvolve , que envolve amplo, estruturado e transparente conjunto de ações de estímulo a novas empresas, por meio de um leque de instrumentos, incluindo o aporte de capital de risco, indiretamente via fundos de capital de risco.
O que a FINEP apóia está sempre vinculada a modalidades de financiamento, e com propostas apresentadas dentro de suas normas e nos prazos das chamadas públicas, com o devido preenchimentos correto dos formulários de inscrição a concorrência do financiamento, que vem de reembolso após avaliação dos gastos como coerentes.
5. O GIFE baseia seu trabalho no fortalecimento político-institucional, na capacitação e no apoio à atuação estratégica de seus associados por meio das seguintes ações: atuação em rede; sistematização e divulgação do trabalho social realizado pelos associados; estímulo; e facilitação na construção de parcerias; além de empregar capital social.
Sua atuação tem como missão aperfeiçoar e difundir conceitos e práticas do uso de recursos privados para o desenvolvimento do bem comum. E seu consiste em contribuir para a promoção do desenvolvimento sustentável do Brasil, por meio do fortalecimento político-institucional e do apoio à atuação estratégica de institutos e fundações de origem empresarial e de outras entidades privadas que realizam investimento social voluntário e sistemático, voltado para o interesse público.
6. Fundação Roberto Marinho: quando o jornalista Roberto Marinho criou essa fundação, em 1977, havia poucas ações de responsabilidade social empresarial no Brasil. Ao reunir um grupo de parceiros em torno de uma causa social – levar educação de qualidade a milhões de brasileiros – a Fundação tornou-se um dos embriões do investimento social privado no país.
O Terceiro Setor, que agrega as instituições de interesse público mantidas pela iniciativa privada, vem se fortalecendo em todo o mundo para atender a demandas sociais crescentes que não podem ser supridas pelo Primeiro Setor – a administração pública em todos os níveis – e pelo Segundo Setor – as empresas privadas. A colaboração entre as três esferas é estratégica para o desenvolvimento da sociedade.
As instituições do Terceiro Setor se dividem basicamente em associações, voltadas para objetivos pontuais, e fundações, dedicadas a causas públicas. As fundações têm patrimônio privado – físico, financeiro, intelectual ou de habilidades – e geram economia para toda a sociedade ao investir diretamente na área social.
O Terceiro Setor ouve a sociedade e desenvolve projetos nas áreas em que há demanda, dentro do conceito de responsabilidade social. A empresa socialmente responsável estabelece relações éticas e transparentes com todos os grupos da sociedade. Aqueles com os quais fala diretamente – acionistas, funcionários, consumidores e fornecedores – e aqueles que são de alguma forma influenciados pelo seu negócio, no presente e no futuro.
Ao destinar recursos, ceder funcionários ou colocar sua estrutura à disposição de um projeto social, o investidor privado cria vínculos, adquire responsabilidades, inclusive legais, e obtém retorno, não só para si, mas para a comunidade, os funcionários e a sociedade em geral.
A soma de esforços entre instituições gera ações com resultados mais permanentes e eficazes. O diálogo permanente contribui para consolidar um mundo onde pessoas e comunidades se relacionem, valorizem suas identidades e sejam capazes de transformar suas próprias vidas.
Enfim, a missão dessa fundação já traduz todo o seu trabalho: Mobilizar pessoas e comunidades, por meio da comunicação, de redes sociais e parcerias, em torno de iniciativas educacionais que contribuam para a melhoria da qualidade de vida da população brasileira.
A seguir estão os sites das instituições abordadas acima e outras, para maiores informações é só acessá-los:
Fundação Araucária: http://www.fundacaoaraucaria.org.br/
CNPQ: http://www.cnpq.br/
Capes: http://www.capes.org.br/
Finep: http://www.finep.gov.br/
GIFE - Grupo de Institutos , fundações e empresas: http://www.gife.org.br/
Fundação Roberto Marinho: http://www.frm.org.br/
Fundação Banco do Brasil: http://www.fbb.org.br/
BNDES: http://www.bndes.gov.br/
Auçuba Com. E Educação: http://www.acuba.org.br/
Escola da Juventude: http://www.escolajuventude.sp.gov.br/
Responsabilidade Social: http://www.responsabilidadesocial.com/

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Feria de Cursos PUCPR no CEP...

Edital do evento:




Participação dos alunos de Filosofia na feira, claro, devidamente caracterizados e mandando ver!!




Foto: Carlos, Prof. Ericson, Consuelo e Geilson.



Foto: João bancando o Lutero. (Não dá para esquecer aqui de agradecê-lo e parabenizá-lo pelos desenhos que ele fez e disponibilizou para os dias das feiras, ficou tudo maravilhoso João!)



Foto: No período medieval, ilustrando Thomás de Aquino: Thiago, que está sempre participando..e que eficiência!! João, como Lutero de novo, e Marcos, vestido de Santo Agostinho. Mais atrás, ilustrando a antiguidade, o Fabrício, de Platão e o André, de Aristóteles.

Feira de Cursos PUCPR-2008, estande de filosofia!

O estande do curso de Filosofia, juntamente com História e Sociologia, foram alguns dos mais movimentados de feira de cursos da PUCPR de 2008, na verdade o sucesso se deve à repetiçao do Túnel do Tempo montado pelos alunos em 2007 que agitou os estandes que todos esperavam que fossem uns estáticos chatos...
No túnel foi dada voz aos alunos que estavam interpretando filósofos que marcaram cada período histórico, desde a mitologia até a contemporaneidade, as apresentações foram feitas todas em primeira pessoa e todos os alunos participantes estavam devidamente caracterizados...procuramos colocar a maioria dos filósofos que foram selecionados pelos professores de filosofia da PUCPR e da Federal do PR que vão "cair" no vestibular que acontecerá no fim do ano, sendo esse mais um motivo para a grande procura dos alunos, afinal teriam um palinha de forma descontraida sobre mais um assunto que lhes tira o sono antes da prova do vestibular...
A produçao desse túnel deve-se ao esforço de muitos alunos, mas deixo aqui uma homenagem ao Geilson, que suou a camisa para fazer tudo isso dar certo..literalmente! Ficou até as 2 hr da madrugada de quarta montando o túnel que seria aberto as 9 hr da manhã de quinta...foi bonito de ver Gêgê!!
Abaixo está uma foto do Túnel do Tempo de 2007, o início desse processo todo:




A seguir as fotos do Túnel 2008!!!












Grupo Cinos Produções e seu material!





Algumas fotos do nosso caderno de atividades:








sábado, 20 de setembro de 2008

Relatório sobre apresentação do vídeo juntamente com o material didático que o acompanha

O GRUPO CINOS PRODUÇÕES ACADÊMICAS, MOTIVADOS PELO TRABALHO PROPOSTO EM SALA DE AULA NO CURSO DE LICENCIATURA EM FILOSOFIA, NO PROGRAMA DE APRENDIZAGEM DE PRÁTICA PRÓFISSIONAL, DESENVOLVIDO PELO PROFESSOR DANIEL PEREZ VEM APRESENTAR A VOCÊS O MATERIAL ELABORADO NO DECORRER DAS ATIVIDADES EM SALA...ESTE MATERIAL É COMPOSTO POR UM CADERNO DE ATIVIDADES E UMA BULA INDICATIVA DE FILMES E MÚSICAS, E AINDA UM VÍDEO COMPOSTO PELO GRUPO CINOS.
Foram feitas apresentações em dois locais distintos, primeiramente no Colégio Professor Plínio Alvez Monteiro Tourinho, em sua semana de atividades culturais na terça feira dia 2/09, no período da tarde. Depois o material foi exposto em um grupo de jovens profetas da Paróquia Nossa Senhora do Monte Claro, nos dias 15 e 16 de setembro as 19 hr no salão paroquial.


Para a exposição do dia 02/09 no colégio, fizemos uma divulgação prévia do trabalho na semana anterior, passamos em algumas salas de aula explicando a forma como ocorreria a atividade e convidamos os alunos a participar. Deixamos também cartazes nos editais do colégio divulgando o dia em que estaríamos nos apresentando. No dia marcado nos deparamos com uma situação que não estávamos esperando, haviam muitos interessados e por isso tivemos que fazer três apresentações seguidas para não deixar nenhum interessado sem assistir.
Os alunos estavam bem ansiosos porque não costumam ter esse tipo de atividade no colégio. Em um primeiro momento nas exposições explicamos que o vídeo que passaríamos era dividido em partes e que gostaríamos que após cada etapa de imagens eles participassem dizendo o que acharam do vídeo e do tema exposto nele.

A primeira parte do vídeo teve como tema a importância da filosofia como disciplina na vida de todos. A segunda em uma discussão sobre poder baseada no que mostramos sobre Foucault e no que eles entendiam sobre o tema.


A primeira discussão começou com a pergunta: o que é filosofia? No início ninguém queria responder, mas um professor tomou a iniciativa e depois dele vários alunos falaram um pouco. Acabou-se recaindo na pergunta para que serve filosofia e para responde-la utilizamos o material didático e escrevemos alguns pontos principais dele no quadro. Muitos se interessaram bastante em conhecer mais sobre filosofia, afinal os provocamos muito dizendo o quanto a filosofia colabora na formação de argunmentos, na organização de idéias e como ela é útil para se aprender a escrever textos, para se elaborar cursos, palestras, seminários de comunicação para troca de experiências...


Algumas semanas depois o grupo dirigiu-se à cidade de São José dos Pinhais ,na Paróquia Nossa Senhora do Monte Claro, situada no bairro Afonso Pena, teve contato com o grupo de jovens profetas que já caminha nesta comunidade a mais de um ano, com eles nossa proposta foi trabalhar o capítulo segundo do material didático " o que é poder", seguindo um roteiro pré estabelecido de apresentação o trabalho se deu da seguinte forma:

Apresentação do grupo cinos e objetivos
Desenvolvimento do tema "o que eu entendo por poder'
Quebra cabeças de idéias
Video parte 2 "o que é poder"
Trabalho em grupo (como percebo o poder em minha vida)
Plenária
Confraternização

Avaliando a experiência vale destacar o interesse dos jovens em relação ao tema, trazendo contribuições e questionamentos.
Segue fotos do trabalho em grupo proposto aos jovens de São José:

quinta-feira, 8 de maio de 2008

"O belo como símbolo de moralidade", pelo mestrando Luciano

Após assistir a apresentação de Luciano sobre seu trabalho de mestrado, pode-se chegar a conclusões bem diferentes das observadas no âmbito do senso comum em relação ao belo. Nesse senso comum é corriqueiro escutar pessoas dizendo que belo é isso ou aquilo (um objeto ou outro), mas sem saber definir realmente o conceito de belo. No trabalho apresentado o mestrando tenta comprovar como o belo pode ser um símbolo de moralidade, um símbolo que favorece a moralidade.
O percurso que ele segue no trabalho perpassa por várias obras de Kant. Estuda a “Crítica da razão pura” para conseguir separar o sujeito do conhecimento da moral e da estética; em seguida trabalha com a “Crítica da razão prática” para delimitar possibilidades de um juízo moral e conseqüentemente de uma sensibilidade; depois trata da “Crítica das faculdades de julgar” para traduzir um juízo de gosto sublime, sem interferências de ordem material, de sensibilidade física.
Com todas essas leituras e constatações Luciano pode comprovar como o belo pode ser um símbolo moral. Como favorecedor moral, o símbolo viria como uma leitura que se faz de algo que colabora para o agir moral, afinal nesse aspecto o belo não dependeria da moralidade particular e não teria uma definição objetiva e não precisaria existir em concordância com gostos, simplesmente seria uma leitura que privilegiaria a moral a priori, separando atitudes morais de apetites. O belo tem função, então, na sensibilidade a priori, pois o símbolo ao qual se atribui essa qualidade permite moral à priori, uma vez que separa essa atribuição de apetites particulares e objetivos.
Para se entender essas atribuições da qualidade do belo a algo se deve seguir algumas pontes de partida para que a razão a priori consiga entender essa experiência. Como princípio de moral a priori, por exemplo, não se deve importar com a perda da felicidade no momento da experiência, deve-se sim fazer algo a priori e pronto, mesmo não seguindo seu apetite particular. Para isso serve a lei, pois ela não teria sentido se não carregasse obrigatoriedade no seu dever, quando se sabe que se pode cumprir ou não e se cumpre ela por consciência é que se está sendo moral. O símbolo do belo pode aparecer também como um símbolo de moralidade na medida em que ele é independente desses mesmos apetites particulares que se deve deixar de lado ao seguir a lei moral. Afinal, o belo, diz Kant, "é o que agrada universalmente, sem relação com qualquer conceito".

Caderno de atividades: psicanálise e ética

O objetivo do trabalho é o de atingir jovens no tocante do pensamento de Freud e Lacan a respeito da ética da psicanálise.
1. Contextualização da vida de Freud
Nascido em Moravia, em 6 de maio de 1856, durante quase oitenta anos viveu em Viena, quando deixou a cidade quando ocorreu a ocupação nazista na Áustria. Morreu em Londres, em 1939. Ainda em jovem decidiu ser cientista na Universidade de Viena, e lá se graduou 8 anos depois de seu ingresso. Freud não tinha de inicio o intuito de clinicar, porém como não havia muitas oportunidades acadêmicas para um judeu e as necessidades de sua família estavam crescentes se forçou a fazê-lo. Apesar disso, ainda encontrava tempo para pesquisar e escrever. Suas realizações como pesquisador médico rapidamente
lhe atribuíram grande reputação.
2. Contextualização da vida de Lacan


Jacques-Marie-Émile Lacan, nasceu em Paris, em 13 de abril de 1901, em uma família burguesa de origem provinciana e de sólida tradição católica. Lacan perdeu a fé no final dos anos 20, esse foi o clímax de uma verdadeira interrogação. Como se fizera com seus outros irmãos, acrescentou-se ao seu nome o da Virgem Maria. Progressivamente, renunciaria a esse nome, nos diversos textos escritos no período entre-guerras. O clima familiar, até mesmo banal, horrorizava Lacan .Em 1918, o jovem não encontrou entre os que voltaram da guerra o pai carinhoso, moderno e cúmplice, que tanto amava na infância. No entanto, tinha sido uma tia materna quem percebera a precocidade do menino, permitindo que estudasse no colégio Stanislas, em Paris; seu condiscípulo Louis Lepreince-Ringuet relatou seus dotes de então para a Matemática. Depois de estudos no
Colégio Stanislas, Lacan rompeu com o catolicismo.

3. Linha do Tempo

Fatos históricos que ocorrem durante o período de vida de Freud e de Lacan:

De 1871 até 1914, a Europa viveu um período de relativa paz. Os progressos tecnológicos e científicos, as reformas sociais, a elevação do padrão de vida, os progressos democráticos, o incremento da instrução de massa e o expansionismo europeu no mundo denotavam o apogeu da Europa liberal e capitalista.

Mesmo em 1914, poucas pessoas acreditavam numa guerra prolongada. O que essas pessoas não entendiam é que o sistema estatal europeu estava fracassando. Paixões nacionalistas, teses racistas, rancores antigos, alianças imperialistas e, sobretudo, uma violenta corrida armamentista, estavam ocorrendo.

Não percebiam também a onda revolucionária iniciada em Paris no mês de 1848 que espalhou-se pela Europa. Ela desencadeou rebeliões populares contra a opressão política e a desigualdade social que ainda prevaleciam em vários países. Encerrava-se o longo período de reformas políticas iniciado com a revolução de 1789.

Choques entre as potências imperialistas estavam ocorrendo. E dando caminho à Guerra Mundial de 1914. As disputas pelos mercados mundiais eram grandes entre as nações industrializadas. Estes países precisavam garantir matéria prima barata, e países consumidores para seus produtos manufaturados.

Alemanha desejava uma nova divisão do mundo. Seus objetivos eram a formação de um grande império alemão na Europa e a conquista das colônias que pertenciam à Inglaterra e à França.

A Rússia ambicionava destruir a influencia alemã e austro-húngara na Turquia e nos Bálcãs, além de obter uma saída livre para o Mediterrâneo.

O Japão entrou na guerra para se apoderar das possessões alemãs na China e no Pacífico. Aproveitando-se da situação para consolidar sua dominação na China.

A Bélgica, invadida pela Alemanha, lutava pela reconquista de sua independência e pela conservação de suas colônias.

A Sérvia lutava pela libertação dos povos eslavos que estavam submetidos ao domínio austro-húngaro.

E a França, além de lutar pela reconquista da Alsácia e Lorena, que perdera em 1871, desejava também diminuir o crescente poderio alemão.

Enfim, a guerra de 1914-1918 tinha por objetivo a redistribuição do mundo entre os grupos imperialistas principais, sendo seu motivo fundamental o antagonismo anglo-germânico.


O século XIX foi marcado por inúmeros conflitos e transformações. Crescia vertiginosamente a demanda por matérias-primas, por mão de obra, por mercados consumidores. As cidades viveram simultaneamente um intenso processo de crescimento, muitas vezes resultando em péssimas condições de vida e inúmeros problemas sociais. O ritmo de vida deixou definitivamente de ser regido pela natureza e passou a ser defendido pelo relógio. O movimento, a agitação, a mudança, a intermitência, o provisório, o transitório marcam a vida social no plano concreto.
Para as ciências, o final do século XIX representou mais do que uma mudança radical da imagem que se tinha do mundo, significou também um questionamento dos seus próprios fundamentos, o que levou ao surgimento de novas disciplinas.
As ciências sociais se enriqueceram, partindo para novas abordagens menos centradas no espaço e no tempo humano e mais preocupadas com o campo das representações, ou seja, com a percepção e a compreensão dos indivíduos acerca dos fenômenos sociais.
Em 1986, pela primeira vez é empregado o termo psicanálise, pelo médico vienense Sigmund Freud (1856-1939). A psicanálise não é um ramo da psicologia nem da psiquiatria, também não é uma doutrina filosófica, mas tem grande influência entre os filósofos preocupados com as expressões simbólicas da mente humana. Freud utilizou o termo psicanálise para designar o estudo das representações do inconsciente na psique humana.

4. Glossário de conceitos que ajudarão no estudo

PSICANÁLISE: Psicanálise é a ciência do inconsciente que foi fundada essencialmente em evidenciar o significado inconsciente das palavras, das ações, das produções imaginárias (sonhos, fantasias, delírios) de um sujeito. A psicanálise é um conjunto de teorias psicológicas e psicopatológicas em que são sistematizados os dados introduzidos pelo método psicanalítico de investigação e de tratamento. A aceitação de processos psíquicos inconscientes, o reconhecimento da doutrina da resistência e do recalcamento e a consideração da sexualidade e do complexo de Édipo são os conteúdos principais da psicanálise.

Dois significados para psicanálise:

1. um procedimento criado por Sigmund Freud para a investigação dos processos mentais através da livre associação e interpretação de sonhos e interpretação das manifestações da resistência e transferência;

2. uma teroia psicológica desenvolvida por Freud a partir de sua experiência clínica com pacientes histéricas. (Tradução livre do original: Campbell, Psychiatric Dictionary, 1996).

DESEJO: O desejo que Freud nomeia é enigmático, e se diferencia da necessidade, que pode se satisfizer num objeto adequado. Como é sabido, o desejo é de outro registro para a psicanálise. Ele aparece mascarado nos sintomas, sonhos e fantasias, que são signos de percepção pelos quais uma experiência de prazer ou desprazer tem sido memorizada no aparelho psíquico. Quando se procura o objeto na realidade, a procura é a partir desses traços, objeto que remete a algo perdido desde o início, mas que deixa uma inscrição. Isto determina a dimensão do impossível para a psicanálise; um impossível lógico. "Desejo é o impulso de recuperar a perda da primeira experiência de satisfação".O desejo é sempre outra coisa, que não satisfaz as pulsões. Pressupõe a falta. Para Freud o desejo tem sua gênese na perda da simbiose; para Lacan, é necessárias uma relação do
sujeito com a falta.

INCONSCIENTE: Em psicanálise, o inconsciente é um lugar desconhecido pela consciência: uma "outra cena". Freud apresenta o inconsciente em duas tópicas. A primeira tópica trata de uma instância ou sistema constituído por conteúdos recalcados que escapam às outras instâncias, o pré consciente e o consciente. Na segunda tópica, deixa de ser uma instância, passando a servir para qualificar o isso e, em grande parte, o eu e o super-eu.

SIGNIFICANTE: O sujeito é representado pelo significante. Segundo a definição de Lacan, o significante é o que representa o sujeito para outro significante. O significante năo é só antônimo em relaçăo ao significado. Tem uma importância essencial que não pode ser atribuída ao significado. Năo tem qualquer correspondência com o significado do signo lingüístico. A partir do significante pode ser revelada uma parte da verdade do sujeito, mas năo­ toda, já que seu desnudamento total faria desaparecer o recalque e aniquilaria o sujeito. Os significantes deslizam de um a outro, formam uma rede, trazendo um sentido expresso e outro latente.

COISA: Para Lacan a Coisa (das Ding) é condição de possibilidade de qualquer coisa ou bem da realidade do sujeito. Em suma a Coisa é o que do real padece dessa relação fundamental, inicia, que induz o homem nas vias dos significantes, pelo mesmo dele ser submetido ao que Freud chama de principio do prazer. Assim teria como direção o inorgânico, o vazio, e a morte. O campo de das Ding está, nesse sentido, para além do princípio do prazer e do principio da realidade. O principio de prazer guia o homem de significante em significante, mas a Coisa não é um significante. Refere-se à morte, é um pulo pra fora do simbólico.

5. Texto: Psicanálise como a experiência ética

Psicanálise é uma investigação dos processos mentais, e da psique em seus elementos constituintes. É a experiência sobre a relação do sujeito com o desejo, na tentativa de satisfação frente à castração simbólica.
Freud e Lacan tentam elevar a psicanálise como um saber científico. Saber, que enuncia a articulação do inconsciente. Freud mostrou que a psicanálise era um a novidade que vinha a
destronar o lugar de reinado do sujeito da consciência.

O empreendimento psicanalítico buscava constituir-se como terapia e como reflexão da cultura. Os psicanalistas desenvolveram diferentes modos, dos quais a psicanálise se aplica ao tratamento clínico entendendo a cura de diversas maneiras.

A psicanálise não pode ser uma ciência da natureza, como não pode ser em modo da matemática, mas está além da cientificidade mal sucedida.Para Freud não como colocar a psicanálise no interior de uma epistemologia pautada por aquela dicotomia, senão apenas com um equivoco ou uma falsa ciência.Para Lacan a psicanálise compreende-se como uma ética, como experiência da relação do sujeito com o seu próprio desejo e com as barreiras que separam um do outro.

Nesse sentido é preciso desconstruir outra dicotomia nomeada como ôntico-ético e reconstruir o sentido no qual podemos falar das condições de possibilidade do desejo e de uma ética do desejo. Embora Freud tenha recorrido a mitos para explicar aquilo que não tem referencia empírica nem demonstração argumentativa, o que estava em jogo em cada caso, especialmente no Édipo, era mostrar uma estrutura que permitisse dar conta do funcionamento de fenômenos ou manifestações sintomáticas que se encontram na clínica.

Para Lacan o inconsciente não é o âmbito das trevas, o irracional a caixa preta ou qualquer coisa que se possa reduzir a uma experiência mística ou a uma relação de oposição neutralizadora com a razão. O inconsciente está estruturado como uma linguagem. E é na busca da articulação que o analista precisa se comprometer.

Assim, Freud e Lacan apresentariam as condições de possibilidades daquilo que permite entender as manifestações inconscientes, mas na sua singularidade e não numa regularidade normativa. Porem Lacan, em vez de recorrer aos mitos, modela construindo esboços de aparelhos em relação com a linguagem e com aquilo que ela não alcança.

O aparelho do psiquismo humano dispõe-se a partir dos registros do real, do simbólico e do imaginário. Registros estes que permitem trabalhar a relação do sujeito com o desejo como uma experiência ética. É assim que Lacan chama aquilo que esta no próprio principio da entrada da psicanálise.

Mas Lacan chama atenção para a Coisa (das Ding) que é condição de possibilidade de qualquer coisa ou bem da realidade do sujeito. Em suma a Coisa é o que do real padece dessa relação fundamental, inicia, que induz o homem nas vias dos significantes, pelo mesmo dele ser submetido ao que Freud chama de principio do prazer. Assim a deriva teria como direção o inorgânico, o vazio, e a morte. O campo de das Ding esta, nesse sentido, para alem do princípio do prazer e do principio da realidade. O principio de prazer guia o homem de significante em significante, mas a Coisa não é um significante. Refere-se à morte, é um pulo pra fora do simbólico.

Para Lacan a ética articula-se por meio de uma orientação do referenciamento do homem em relação ao real. O que busca é para alem do dever, dos bens e da lei, uma transgressão do desejo uma certa função ética do erotismo. Mas, na medida em que o desejo esta para alem da lei, o risco da de nos encontramos com nada é inevitável.

A ética do desejo é uma ética sem modelos. Certamente, o para alem da lei exige ou demanda uma erótica, um erotismo na experiência ética. Mas para que objetos venham a ocupar o lugar da coisa, o vazio da Coisa é preenchido temporalmente por coisas que, a principio são substituíveis por objetos que sustentam uma identificação simbólica, por imagem sublimadas. Aqui a fantasia sádica nos apresenta claramente uma relação com o objeto de desejo, no qual, o nosso prazer pode ser realizado de todos os modos possíveis sem que o objeto perca a sua beleza. No caso do sadismo, o sádico realmente nega que o gozo seja impossível, e vai enfrente confundindo-se com o próprio objeto.

Assim, se o dever seria um recalque (ou pelo menos o controle dos impulsos do desejo) pela obediência da lei o gozo sádico não seria propriamente um para-além-da-lei, mas uma afirmação da lei de que é possível alcançar o gozo que é a lei. A outra lei, proíbe, na tentativa de regular, de determinar as relações entre os sujeitos. No sádico, trata-se da desmedida da lei, da renegação da castração simbólica, que dirige a pulsão, pulsão sado-masoquista, para uma tentativa da satisfação que retorna num modo invertido.

6. Indicações bibliográficas

MILLER, Jacques- Alain. Percurso de Lacan. Editora: Jorge Zahar, 1984, Argentina- Buenos Aires.

DAVIDOFF, Linda L.. Introdução à Psicologia. Editora Makron, 1998, Rio de Janeiro.

CHEMAMA, Roland. Dicionário de Psicanálise Larousse. Editora Artimédicas Sul, 1995 Porto Alegre.

FREUD, Sigmund. São Paulo, Abril Cultural,1974. (col.Os pensadores)

7. Indicação de filmes

BELEZA AMERICANA (Sam Mendes)

-semiótica e psicanálise.

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL (Stephen Spilberg)

-narcisismo e ética.

DE OLHOS BEM FECHADOS (Stanley Kubrick)

-psicanálise e política.

A RAINHA MARGOT (Patrice Chéreau)

-psicanálise e história.

8. Perguntas para se refletir sobre o tema

1. Do que Freud e Lacan foram chamados? Psicólogos ou terapeutas?

2. Em linhas gerais, qual a relação mostrada no texto entre a psicanálise de Freud e de Lacan com a ética?

3. Para Lacan, como a ética se articula?

4. Faça um comentário sobre o fato de os dois terem vivido em plena época de guerra mundial. Será que isso os levou a tomar certos rumos em seus estudos?

5. Por que Freud diz que a psicanálise não é uma ciência?

6. o que você entendeu por psicanálise? E como você a relacionaria com ética?

ATIVIDADE PRODUZIDA POR TÂNIA PASCHOAL E RAPHAEL MICHELATO

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Aproximações e afastamentos entre o I.C. de Kant e o Superego de Freud segundo o trabalho da mestranda Leysereé

No trabalho que Leysereé apresentou à turma se mostrou evidente quais eram os objetivos de sua pesquisa no mestrado: perceber qual a relação existente entre o superego de Freud e o Imperativo Categórico de Kant. A proposta de pesquisa dela dividiu seu texto em 4 capítulos, no primeiro tratou do Imperativo categórico em Kant; depois do conceito de Superego em Freud; no terceiro capítulo expôs comentadores que vinculam os dois temas; e na última parte teve como propósito perceber qual o deslocamento semântico que houve de Kant para Freud.
Sobre o primeiro capítulo pode-se perceber como a ação praticada por um homem qualquer se enquadra em princípios a priori ou em princípios a posteriori. O primeiro conjunto de atitudes se refere aquelas que o sujeito realiza por ter uma ação moral realmente, ou seja, é aquilo que alguém realiza não por medo de castigos, ou por condicionamentos, são princípios universais, objetivos e incondicionados. A busca por uma ação que ocorra em torno desses princípios a priori, que ocorrem na dimensão da lei pode levar o sujeito a uma filosofia de vida transcendental, são fundamentados antes de qualquer razão.
Já no segundo caso, as atitudes baseadas em princípios a posteriori, representam aquelas que se fundam em uma moral da experiência (uma multa, ou algum castigo, por exemplo), do empírico, do condicionamento, do subjetivo, no âmbito do material, do sensível, do prazer ou do desprazer.
A maioria das ações humanas ocorre nesse segundo caso, pois o homem não costuma introjetar lei pura em seu cotidiano, pois ele não é objetivo, e ainda percebe-se nesse capitulo como a boa vontade, a idéia reguladora da razão, é a responsável por formar, por dirigir o ser finito - o homem - sendo que o infinito seria aquele ideal de boa vontade que age sempre pela lei moral pura (sempre a priori).
Enfim, o Imperativo categórico seria aquela lei que não concorda com um fim material, o sujeito que se enquadra nela age de forma que a máxima valha para o universal e não para algum interesse particular, se obedece pelo dever perante a ação moral e não conforme uma obrigação, ma ação patológica por inclinação como ocorre nas ações que tem interesses fundamentando-as.
No segundo capítulo Leysereé trata de tópicos a respeito do pensamento de Freud sobre o superego. Para isso ela manipula conceitos como consciente, pré-consciente, inconsciente, id, ego e finalmente chega ao superego, que pode ser entendido como uma pulsão inconsciente que vem de um recalque, uma atitude que se tem e não se conhece o porque dela, é um resto de pensamento que fica no inconsciente incomodando o sujeito sem que ele entenda o porque.
No próximo capitulo a autora do trabalho menciona os comentadores do assunto, tais como: Allison, beck, Patton, Höffe e Daniel Perez. Sobre as conclusões que ela tirou percebe-se que ela buscou encontrar aproximações e afastamentos entre os dois conceitos abordados (do Imperativo Categórico e do Superego). Uma conclusão percebida entre as demais é que sendo o superego essa pulsão sobre a ação do sujeito sem ele saber, pode-se percebe-lo como uma forma de Imperativo categórico também, pois ambos agem sobre o sujeito como uma direção para suas atitudes.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

"O porteiro da noite"


Considerando-se o trabalho da Leysereé, pode-se perceber como no filme "O porteiro da noite", dirigido por Liliana Cavani há uma amostra de pessoas com mente perturbada e que buscam o passado por terem em seus inconscientes recalques de situações extremas que viveram nele.

No filme, o porteiro seria um ex oficial nazista que tem orgulho de ter servido ao nazismo mas ao mesmo tempo, por ter vergonha dos atos que cometeu no passado trabalha à noite na portaria de um prédio em que, por extrema conhecidencia teve como hópede uma de suas vítimas de tortura no passado. A mulher que ele torturou foi também sua amante na época do nazismo e quando eles se reencontraram uma mistura de paixão e raiva vieram a tona.

A moça que ao mesmo tempo tinha medo dele o procurou e inclusive foi morar com ele e isso revela a perturbação introjetada na mente dela, pois mesmo tendo opção de partir do apartamento ela continua vivendo na situação de medo e paixão que seu passado lhe significou. O homem, por sua vez, abandonou até o emprego para poder estar com ela o tempo todo, perdeu a noção da ralidade e sob ameaça dos outros ex oficiais nazistas (que viam a garota como uma possível delatora e estavam ameaçando a ambos de morte para se verem livres de um possível importúnio) ele fechou-se com ela no apartamento até ficarem sem recurso nenhum lá dentro. Quando os recursos se esgotaram e eles já estavam praticamente fora de si, sairam do apartamento e foram assassinados pelos ex oficiais como atitude de queima de arquivo.

Enfim, o filme ilustra o resto de lembrança que ainda assombra essas duas pessoas: o recalque, tal como Leysereé explicitou em seu trabalho. A obra dirigida por Liliana Cavani mostra como realmente uma mente perturbada busca o passado sem ao menos perceber.

Roteiro do filme de 50 minutinhos...

Roteiro do Filme:

1- Tema:
Estudo de situações sociais extremas e das relações entre poder-saber.
2- Roteiro:
Com base em estudos de Deleuze, Nietzsche e principalmente de Foucault, o filme mostrará um estudo de pessoas que vivem à margem da sociedade: prostíbulos, hospitais, hospícios, prisões e até escolas serão abordados como locais em que se restituem as rupturas, falhas e instabilidade da cultura moderna ocidental.
O vídeo também tem como propósito definir como discursos não são acúmulo linear de verdades, mas sim que eles pertencem a uma prática histórica.
Esses dois objetivos serão alcançados tendo-se em vista, em um primeiro momento, os pensamentos de Foucault. O filme tratará da investigação de um poder que se exerce, da análise de instituições disciplinares que produzem efeitos multiplicados pelas estratégias de saber e de verdade. Portanto, para Foucault, não basta afirmar que o poder reprime, mas sim mostrar os mecanismos de que ele se utiliza: os jogos de força, de combate, de enfrentamento.
Foucault analisa os efeitos de poder/saber sobre o indivíduo; esse poder não é ideológico; ele produz discursos de verdade, ele faz circular em certas instituições o discurso verdadeiro, produtor de saber, pelo qual somos julgados, condenados, classificados, obrigados a tarefas, destinados a uma certa maneira de viver ou a uma certa maneira de morrer, em função de discursos verdadeiros, que trazem consigo efeitos específicos de poder.
As ciências humanas são o alvo dessa análise, pois são elas aquelas que produzem saber que se relaciona a certos tipos de poder, como o de controle das condições de vida, da saúde, da sexualidade, da loucura, da cura...
A genealogia (método utilizado por ele em seus estudos) traz a tona os saberes sujeitados a técnicas de poder e desmascara discursos que se formam em nome de um conhecimento verdadeiro. Esses novos saberes e discursos descobertos pela genealogia devem se fazer valer contra a teoria que os filtra, hierarquiza, ordena. Essa forma de crítica aos discursos e saberes normalizadores não é direcionada aos seus métodos ou aos conceitos de uma ciência e sim aos efeitos de sua institucionalização.
Foucault investe contra as instituições que produzem indivíduos adestrados e pelas quais o poder transita e que tem como finalidade obter um efeito multiplicador de produtos sem custos para o próprio poder soberano investir, usar, colonizar, lucrar. Essas instituições têm um uso político e até ideológico, pois com os discursos carregados de saberes que as sustentam, buscam um efeito incidente sobre o corpo, sujeitando forças, capacitando para o trabalho.
As formações discursivas se ligam a análise que percebe, diagnostica as relações entre saber e poder, as quais, por sua vez tecem o biopoder. O biopoder vem como o poder de gerir a vida da população, sua saúde, possibilitando governamentalidade e ainda gerando a disciplinarização dos corpos dos indivíduos, o que garante obediência e docilidade.
Essa nova modalidade de poder sobre a vida, essa estatização biológica, não atua no nível da filosofia ou da terapia política, mas no nível dos mecanismos técnicos, tecnologias do poder, prolongando os efeitos do poder disciplinar sobre seu alvo vivo, o homem.
A vida de todos, juntamente com seus fenômenos (nascimento, óbito...) é transformação em um só corpo, que pode ser regularizado, tornando mais fácil a análise de doenças que incidem sobre a população, por exemplo, constatando gastos para manter o alicerce produtivo do sistema social. Desse modo é construído todo um aparato para cuidar da higiene pública, há toda uma medicalização da população, disponibilizando seguridade social. Numa palavra, a população é regulamentada.
O biopoder serve também para estabelecer uma linha entre o que deve permanecer vivo e o que deve morrer, fragmenta o campo biológico em termos de raças. Eliminar o anormal, as espécies inferiores, os degenerados, a fim de fortalecer a espécie sadia, que poderá proliferar. A raça, diz Foucault, o racismo, é a condição de aceitabilidade de tirar a vida numa sociedade de normalização. Nazismo, fascismo, são fatores produzidos pela sociedade da normalização e pela normalização da sociedade.
No lugar da lei, a norma; o corpo é adestrado, a população é mantida ativa e saudável, e assim governável pelo biopoder.
Todo esse dispositivo do biopoder que torna o povo governável pode ocorrer dentro da sociedade ocidental moderna graças à “cultura” da confissão que está embutida no interior de cada um. Essa confissão ocorre a todo o momento, confessa-se incessantemente para outro que é considerado dotado de propriedade, seja essa propriedade pedagógica, cientifica, medica, eclesiástica (um padre, um psicólogo, um medico, um professor...). É ela que torna o sujeito conhecível ao governo dando ao soberano subsídios e bases a respeito da realidade de cada grupo ou de cada sujeito em particular, uma vez que, para se governar de forma eficaz o governador deve proteger seu “rebanho” das agruras do dia a dia, e, para que isso ocorra, ele deve conhecer cada um e todos de forma integral.
Enfim, fornecendo esse conteúdo a respeito da vida do povo o governo pode oferecer o que esse sujeito precisa, com isso tem a chance de domesticá-lo, ou seja, conhecendo um sujeito pode-se oferecer o que lhe interessa e assim a governamentabilidade pode se fazer efetivamente, sendo que, cada estratégia de biopoder é destinada a um público alvo graças a esse aparato confessional que cada um dá ao governo, ao soberano, por meio de instituições que servem como meio de captação dessas confissões.
3- Estrutura:
O filme será dividido em 4 partes principais. Primeiro se mostrará as situações de marginalização da sociedade; em segundo como é interessante para o governo conservar e promover essas instituições “normalizadoras” em meio ao plano social; então se mostrará o próprio ato confessional em meio a essas instituições e por último como isso se aplica pelo governo no corpo social através do biopoder.

4- Produção:
O filme será composto por várias entrevistas e depoimentos. Serão coletadas imagens reais em meio às instituições abordadas nesse roteiro e quando isso não for possível elas serão produzidas ficcionalmente pelos próprios alunos responsáveis pela gravação do filme: Geilson, Janaína, Tânia e Allen, graduandos em filosofia pela PUC-PR.

5- Proposta do livro didático:
O filme tem o propósito de incentivar o telespectador a refletir sobre essa situação de docilização à qual ele é submetido para se tornar produtivo em meio a essa sociedade moderna ocidental e isso será feito se estudando as situações extremas da sociedade, situações encontradas à margem do sistema social, à margem da atuação do governo.
Mas por que situações marginais são tomadas como ponto de partida para essa conscientização? Na arqueogenealogia, Michel Foucault estuda as origens de força que nos conduzem a nos tornar o que somos como sujeitos e também enquanto objetos de práticas e de saberes. Pegando instituições de análise que estão num limite da experiência humana (prostíbulos, prisões, conventos, hospícios, escolas), a fim de descrever as bordas de nossa sociedade, ele chega com essas investigações e arquivamentos a resultados que muitas vezes causam estranhamento e um sentimento de distância, como se fossemos estrangeiros em relação a nós mesmos. Da experiência-limite vem as formas de ele constituir o saber, utilizando a ordem das coisas e o pensamento daquele que vive essas experiências-limite. Tentando então trazer a luz esse desnível da cultura ocidental (a sensação de estranheza em relação aos resultados aos quais ele chega), é que ele restitui as rupturas, falhas e instabilidade dessa cultura, infundindo inquietações a seus leitores, conscientizando-os de seus próprios desconhecimentos.


Considerações sobre o trabalho apresentado pela mestranda Sônia à turma

Em sua pesquisa de mestrado Sônia estabelece uma ponte entre a filosofia kantiana e estóica. Estabelece a influência que a filosofia estóica, principalmente com Marco Aurélio e Cícero, teve na filosofia kantiana, no que diz respeito à concepção de virtude, dever e natureza humana. O Imperativo Categórico mostrado por Kant em seus textos é a própria consciência que todo homem possui e que age sobre ele mesmo. Essa consciência, por sua vez, é guiada pela faculdade da razão, também parte do homem, sendo, assim, o agir do homem determinado por ele mesmo. Ou seja, se ele for virtuoso ou não virtuoso a responsabilidade é apenas dele. Para Kant, a virtude é compreendida como força moral das ações, que as guia e visa a dignidade humana, sendo que, se essa virtude designar outro fim se não o próprio enaltecimento do homem ela já não será mais uma virtude. A coragem, por exemplo, sem uma ação voltada ao homem não é uma virtude, ela precisa de uma ação moral recorrente ao engrandecimento humano para validá-la. Uma das definições, dentre diversas, para virtude, em Kant, é esta: “a virtude á a força das máximas do ser humano, no cumprimento de seu dever consigo mesmo e com os outros. A virtude não está por si mesma, mas sim pela ação que ela gera segundo o Imperativo Categórico. O objetivo mais específico de sua pesquisa estabelece-se na obra “Metafísica dos Costumes”, a qual subdivide-se em doutrina do direito e doutrina da virtude. A doutrina do direito não foi abordada e dentro da doutrina da virtude se captou aspectos sobre os deveres do homem consigo e com o outro, a partir da qual se percebeu pela autora da dissertação que a doutrina da virtude como uma condição formal da liberdade, ou seja, o livre arbítrio, é o fim da razão prática. Tendo isso exposto pode-se entender porque há relação de influência da concepção estóica de existência com a virtude em Kant. Entre os estóicos se privilegiava a ação do homem perante si mesmo como forma de crescimento, ascese, e a partir dessa evolução interna o homem poderia se projetar melhor ao outro, melhorando-o também. Em suma o projeto tem como objetivo trabalhar a relação entre o dever de virtude e a antropologia. Mostra-se o dever para consigo mesmo, como preocupação com o meu próprio fim, com a busca da perfeição e o dever para com os outros. Para ambos os momentos, estóico e kantiano, o crescimento que o homem deve buscar dentro de si e para si mesmo, compreende a parcela de responsabilidade que ele tem perante a felicidade dos outros.

Comentário dos filmes: "Paixão de Cristo", de Mel Gibson, em contraposição ao “A última tentação de Cristo”, de Scorcese

Tendo assistido aos filmes: “A última tentação de Cristo”, de Scorcese e “Paixão de Cristo”, de Mel Gibson, pode-se perceber duas visões bem distintas em relação à jornada de Cristo em seus últimos momentos de vida como homem na Terra.
No primeiro filme percebe-se o amor incondicional atribuído por Cristo ao seu Pai e a ao seu reino, nesse caso Jesus abraçou sua missão de salvação do reino e foi fiel até o fim, mesmo que para isso tivesse que enfrentar morte sanguinária na cruz. O castigo apresentou-se nesse primeiro caso de forma tão desumana que aparentou que havia um Deus carrasco e terrível por detrás das torturas que abandonou o filho a tal ponto de ele pensar que não tinha mais um pai protetor. A forma como esses castigos impostos por Pilatos se mostraram no filme fica incoerente com a idéia de que Jesus era “um de nós”, pois não há alguém capaz de sobreviver ao ponto em que chegaram as torturas. Apelou-se muito para a carnificina para chocar ao público e se esqueceu de privilegiar o caráter humano de Jesus, que só diferia dos homens por não ser pecador como eles. Mel Gibson poderia ter explicitado mais o caráter humano de Jesus e ainda apresentado melhor o sentido pelo qual o filho de Deus se submeteu àquela tortura toda: por amor ao seu pai e ao seu reino. O que constituiu o sentido de toda ação de Jesus, que foi o amor, não foi muito bem apontado no filme, pois se perdeu tempo com a finalidade choque ao público, o que muitas vezes ocorreu de forma gratuita, ao invés de se privilegiar essa ação do amor ao próximo.
Já, em “A última tentação de Cristo”, o caráter grandioso de Cristo é colocado totalmente de lado e é exposto um Jesus que passa o tempo todo pensando em suas vontades e se lamentando por não poder satisfazê-las por Deus o proibir. O filme ganha créditos, pois apresentou um Jesus humano que dorme, come, chora, sofre, sente medo, se alegra, se diverte, aprende com os erros, sonha, porém não havia necessidade para transmitir essa imagem humana de Cristo de o colocar como um insano, que tem medo de tomar decisões, que não acredita em sua missão e que recorre o tempo todo às paixões como fuga de seus medos. Não podendo se guiar por si próprio Deus aparece como a figura autoritária que o conduz e lhe ordena cada passo sem lhe dar escolhas. A vontade inconsciente dentro de todo homem é bem apontada como característica de Jesus, infelizmente se esquece que ele não era pecador como qualquer outro e que ele via sentido no sacrifício de sua própria vida que teria de fazer.
Ambos os filmes quiseram pintar um “tipo” de Jesus, porém os dois exageraram em algum aspecto. “Paixão de Cristo” apelou demais para castigos desumanos para atingir o público e esqueceu de explicitar o caráter humano dele, pois não se pode haver humanidade em alguém que sobrevive a todos aqueles castigos. Já “A última tentação de Cristo” o apontou como um homem dominado por vontades e que só obedecia a ordens de Deus sem perceber sentido em sua missão. Enfim, os dois filmes poderiam ter corrigido esses equívocos e se focado mais no verdadeiro sentido que teve toda a ação de Cristo e de Deus: o amor.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

O que o filme "A vida de David Gale" quer transmitir?


Até que ponto uma pessoa defende uma causa? No filme “A vida de David Gale” toda uma trama é travada por manifestantes contra a pena de morte que vigorava no governo vigente na época retratada. A trama culminou num ponto de ação extrema: na morte de dois dos manifestantes. A primeira morte foi a de uma manifestante que pareceu um assassinato e a outra foi do protagonista do filme. A primeira morte acarretou a segunda, pois a culpa pela morte da manifestante recaiu sobre ele, que foi condenado a morte.
Com a morte de Gale, podia-se comprovar a falibilidade do sistema de condenação que ele e seus companheiros tanto combatiam, pois a morte da mulher na verdade foi um suicídio e não assassinato, muito menos um assassinato cometido por Gale. Assim sendo, para se conseguir provar que o sistema judiciário adotado pelo governo era brutal e continha falhas, eles forjaram um assassinato, que na verdade foi um suicídio, pelo qual David foi condenado e executado por um crime que não cometeu.
Combatiam veementemente esse sistema, pois acreditavam que toda forma de vida merecia respeito e que as execuções acarretavam às famílias dos condenados e à sociedade uma frieza perante o próximo, o que não era saudável. Durante o filme ainda se mostrou outro motivo de revolta por parte dos manifestantes, que consistia na contrariedade deles para com a situação de que os executados eram sempre viciados, pessoas sem acesso a advogados de expressão, ou pouco instruídas e desfavorecidas. Ou seja, como um sistema que só condena desfavorecidos pode ser válido, se pessoas de classes mais avantajadas também cometem as mesmas formas de crimes?
Resta ainda entender porque o cúmplice do suicídio da mulher e o próprio Gale, que sabia da realidade da morte, não inocentaram o condenado antes de ele ser executado. Essa atitude foi tomada, pois quase mártires não comprovariam a falibilidade do sistema, pelo contrario, firmaria sua infalibilidade e que o sistema sempre funciona, era preciso realmente uma morte de um inocente para se cessar uma condenação tão brutal e desrespeitosa da sensibilidade e da vida.

terça-feira, 15 de abril de 2008

Considerações sobre o texto apresentado por Jorge Conceição

No relatório final do PIBIC (06/07), entitulado " A lei moral e a possibilidade de uma religião racional derivada da moral pura", Jorge Vanderlei Costa da Conceição, graduando em filosofia pela PUC-PR, mostra o tema que vem desenvolvendo no decorrer de seu curso e de suas pesquisas junto ao seu orientador: professor, doutor Daniel Omar Perez.
Nesse texto, o obejtivo de Conceiçao é demostrar a possibilidade de uma religião racional ocorrer derivada da moral pura. Para isso ele explora os pensamentos do filósofo alemão Kant, o qual afirma que a moral não precisa da religião enquanto fundamento da lei para funcionar, mas sim que a religião constrói uma referência com fim moral aos seres racionais finitos: os homens.
Para se seguir essa moral pura, Kant apresenta a fé racional que se difrencia da fé eclesiástica, pois se baseia na conciência moral e nas máximas que a moral valida para o homem, ao invés de se firmar, como faz a fé eclesiástica, em bases como tratados, epístolas, ou outros documentos religiosos que só têm confirmação ao homem por causa das autoridades cléricas que as manipulam.
Afirmando essa diferença de fé que se deve apresentar ao se acreditar na moral pura em contraposição à que se apresenta ao se acreditar em religiões; e em meio à investigações de moral e religião e busca de semelhanças e difrenças entre essas duas práticas, Kant acaba se deparando com conceitos de cunho religioso e percebe que uma resignificaçao da religião em um discurso moral prova a derivação que a religião tem da moral pura.
Assim sendo, estudando-se a religião pode-se resignificar seus coneitos em discursos morais e estabelcer uma religião racional da moral pura, o que significaria transfomar os deveres morais em mandamentos divinos. Ou seja, a moral pura natural no homem, que é reprensenta pela realização do "supremo bem", pode ser empregada na construção de uma religião racional e oferecer ao homem uma fé consciente e não uma fé eclesiástica calcada em dogmas ou documentos firmados por autoridades clericais, já o inverso não é possível, pois uma moral canlcada exclusivamente em uma religião originaria formas de fanatismos.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Vídeo sobre os estudos de Jorge Conceição

Análise do texto de Ernani Chaves: "Nietzsche e os destinos da 'arte de curar'"

No texto apresentado por Ernani Chaves, intitulado "Nietzsche e os destinos da "arte de curar", publicado no livro "Filósofos e terapeutas em torno da questão da cura", organizado por Daniel Omar Perez, percebe-se o destino que a poesia que era tão valorizada entre os antigos como "arte de curar' acabou tendo na formação do homem moderno.
Segundo Chaves, Nietzsche afirma que entre os antigos a tragédia teria uma força natural curativa em contraposição ao dionisíaco que ele considerava bárbaro e perigoso à saúde da cultura grega. Dentro da moral antiga, então, perturbações da alma e da cabeça que hoje são tratadas por médicos eram consideradas elementos morais e não eram entregues a médicos. Essas perturbações (principalmente no que diz respeito a nervos e a tranqüilizantes) eram encaminhadas aos filósofos ao invés de serem tratados com alcalinos e narcóticos como nos dias de hoje.
Essa função de cura da poesia tão valorizada entre os antigos nao foi inteiramente erradicada, de alguma forma mesmo nessa época de combate contra crenças e superstições, ainda percebe-se um apreendimento de pessoas ao fascínio que a poesia causa, um exemplo disso pode se explicitar quando pessoas recorrem aos poetas para dar força e sustentabilidade ao seu pensamento.
Com a formação do homem no ocidente cada vez menos grego a arte de curar acabou se direcionando ao "ideal ascético" propulsor de toda religião. A condição doentia do tipo homem nesse contexto corresponde a um homem inchado por ódio, vingança, rancor, inveja e esse acúmulo de energia tende a implodir colocando em risco a si e ao restante da sociedade. O "sacerdote ascético" é aquele que "descarrega" esses sentimentos sem causar danos à comunidade, fazendo com que o ressentimento se volte para o próprio sujeito e não para o outro. Dessa forma, essa energia negativa para comunidade permanece dentro dele na forma de pecado ou culpa e a sociedade tem sua continuidade assegurada através desse entorpecimento da dor através do afeto. Essa atitude é característica do sucesso das religiões.
Essa "arte de curar" que ajudava o "paciente" na descarga das perturbações, não teria espaço nos dias de hoje a não ser que tivesse seu sentido absolutamente pervertido, como se percebe no caso da atividade do "sacerdote ascético", modelo mais acabado dessa absoluta perversão, modelo que se torna eficaz nessa sociedade moderna do espetáculo.
Nietzsche vai considerar a "medicação" oferecida pelo "sacerdote ascético" inicialmente como de ação "hipnotizadora", com a finalidade de reduzir o sentimento de vitalidade que resulta na "renúnica de si"; em seguida com a ação de "benção do trabalho' acostumando a sociedade à "atividade maquinal"; e ainda como a prescrição de uma pequena alegria baseada no ideal do "amor ao próximo", pressuposto das instituições de ação benemérita. Esse "remédio" é eficaz quando fornecido à "formação do rebanho", pois corresponde à aversão de si em contraposição ao alívio que "associar-se" causa perante o sentimento de fraqueza sobre o qual as religiões trabalham.
Ao contrário dessa cultura moderna que perece devido a essa forma de arte do "sacerdote ascético" que hipnotiza e acalma, Nietzsche afirma em o "Nascimento da tragédia" que a cultura grega foi salva de perecer desse mesmo mal graças à arte: primeiro através da arte apolínea e depois pela tragédia. Epopéia e tragédia seriam o veneno contra o pessimismo.
A arte continua sendo um grande estímulo para a vida, porém é preciso combater as forças artísticas que enfraquecem esse potencial emancipatório dela. Um exemplo de arte sem potencial mostrada por Nietzsche é a arte de Wagner, à qual ele considerava arte para exaustos, pois é o rebanho que a busca para alívio, por esse motivo, o filosofo descreve esse artista como hipnotizador e mago, asim como descrevia o "sacerdote ascético".
Enfim, a mescla de poesia, música e dança se dissimulou de uma arte de curar como era vista na antiguidade para se tornar na cultura ocidental moderna um narcótico favorecedor da formação do rebanho entorpecido que se percebe facilmente nos dias de hoje.

A arte vista como forma de cura entre os gregos antigos, se tornou apenas essa coisa "hipnotizadora" que a mídia nos impõe atualmente

"Antígona"

A tragédia escrita por Sófocles que diz respeito à Édipo e sua família é subdividida em três partes. A primeira etapa se dá em "Édipo Rei", a segunda em"Édipo em Colono" e a terceira, e última, em "Antígona".A personagem principal, Antígona, é filha de Édipo (Este que foi destinado pelos oráculos dos deuses a copular com sua própria mãe e matar seu pai. O qual depois da concretização da profecia é destinado á um exílio) e Jocasta (esposa e mãe de Édipo). Irmã de Ismênia, Etéocles e Polinice.
Na primeira etapa de sua existência, em "Édipo Rei" esta é uma jovem que presencia a desgraça do pai e recebe deste conselhos no ápice do drama existencial dele. Já no segundo momento, em "Édipo em Colono", a moça serve de guia para o pai cego e exilado e com este permanece até o momento da morte dessa figura paterna. como o foco desse texto é a terceira parte da tragédia, cabe-se a ela um relato mais detalhado.
O desenvolvimento da história segue o caminho do retorno de Antígona à Tebas. Com o banimento e morte do seu pai, ela necessita lutar contra a autoridade opressora do novo rei, seu tio, Creonte. No seu retorno, encontra seu irmão, Polinice, desacreditado e rotulado de traidor (dada a disputa de seus irmãos pelo trono). Com a morte de Polinice começa o novo drama de Antígona, pois a pena de traição impossibilitava o enterro do falecido. Nesse ponto da história resplandece a ambivalência heróica dessa personagem principal, Antígona é capaz de morrer para que o irmão fosse sepultado. Ela chegou ao extremo da morte para ver os princípios nos quais acreditava serem colocados em prática.
A honra é colocada como base de toda a obra, e o seu desenrolar se baseia exatamente nas relações da família para com a sociedade. A honra e o amor à família são enaltecidos e colocados em conflito perante todos. O desenrolar de todos os acontecimentos da peça giram em torno desta questão; valores são enaltecidos e ao mesmo tempo rebaixados, uma mescla antagônica típica da tragédia grega.No entanto, o sentimento de amor à família e todos os outros valores são colocados em foco, por se tratar da instituição familiar. Mesmo com o pai tendo cometido tal barbárie, Antígona continua ao seu lado.
Enfim, este escrito de Sófocles denota a perspicácia utilizada pelo autor para abordar temas conflituosos que desencadeiam grandes reflexões, através de elementos míticos. Cabe, todavia, à quem acompanha o desenrolar da peça emitir o juízo sobre estas questões, se estão corretas ou erradas, por que motivos e o porque das conseqüências mostradas.

Comentário sobre a tragédia de Sófocles: Édipo Rei

Figura: Sófocles, autor da trilogia de Édipo rei.

Tendo feita a leitura da tragédia de Sófocles "Édipo Rei", percebe-se como a mitologia, retratada anteriormente por Homero em "Odisseia" e "Ilíada", já não é a única fonte de busca de verdades a partir das obras trágica. Nos poemas homéricos atribuía-se aos deuses todos os acontecimentos políticos, econômicos, ou de caráter pessoal (sucesso, fragilidades, fracassos), já na tragédia de Sófocles outros meios de acesso a verdade são tomados como forma de investigação quando se decide solucionar o evento da morte de Laio, rei que precedeu Édipo no trono. A culpa não é atribuída arbitrariamente aos deuses, toda uma investigação é feita em torno do ocorrido na busca pela conclusão mais verificável.
Para solucionar essa morte, Édipo recorre aos oráculos, trás à tona velhas previsões e com isso caba por descobrir seu real passado e entende o porque do caos que estava assolando a cidade. Com as conclusões às quais se chegou, Jocasta, mãe-esposa de Édipo, se mata e o personagem principal se cega como castigo por toda a tragédia que promoveu por ter nascido.
Como percebe-se em outras obras que não são especificamente filosóficas essa peça teatral é repleta de críticas filosóficas que terminam com uma lição de moral compatível com os interesses morais da época tratada. Um exemplo de questionamento filosófico trabalhado nessa obra é a constestação do quanto se deve acreditar nos sentidos. Em uma fala do protagonista: "Tirésias mesmo cego enchergastes", é comprovado como o empirismo não é mais visto como única fonte de coleta de conhecimentos, outro fato dentro da história que demosntra isso é que Édipo, que se achava o grande solocionador de mistéiros, só tomou conhecimento do mistério que rondou sua vida depois de cego.
Com toda essa história, percebe-se, ainda, como a vida muitas vezes implica sofrimento e pessimismo, mas mesmo assim é válida de ser vivida, mesmo após essa grande tragédia e esse castigo extremo que Édipo viveu ele ainda não nega a plenitude de continuar vivendo, não se mata, prefere conviver com a mal ocorrido.