
Figura: Sófocles, autor da trilogia de Édipo rei.
Tendo feita a leitura da tragédia de Sófocles "Édipo Rei", percebe-se como a mitologia, retratada anteriormente por Homero em "Odisseia" e "Ilíada", já não é a única fonte de busca de verdades a partir das obras trágica. Nos poemas homéricos atribuía-se aos deuses todos os acontecimentos políticos, econômicos, ou de caráter pessoal (sucesso, fragilidades, fracassos), já na tragédia de Sófocles outros meios de acesso a verdade são tomados como forma de investigação quando se decide solucionar o evento da morte de Laio, rei que precedeu Édipo no trono. A culpa não é atribuída arbitrariamente aos deuses, toda uma investigação é feita em torno do ocorrido na busca pela conclusão mais verificável.
Para solucionar essa morte, Édipo recorre aos oráculos, trás à tona velhas previsões e com isso caba por descobrir seu real passado e entende o porque do caos que estava assolando a cidade. Com as conclusões às quais se chegou, Jocasta, mãe-esposa de Édipo, se mata e o personagem principal se cega como castigo por toda a tragédia que promoveu por ter nascido.Como percebe-se em outras obras que não são especificamente filosóficas essa peça teatral é repleta de críticas filosóficas que terminam com uma lição de moral compatível com os interesses morais da época tratada. Um exemplo de questionamento filosófico trabalhado nessa obra é a constestação do quanto se deve acreditar nos sentidos. Em uma fala do protagonista: "Tirésias mesmo cego enchergastes", é comprovado como o empirismo não é mais visto como única fonte de coleta de conhecimentos, outro fato dentro da história que demosntra isso é que Édipo, que se achava o grande solocionador de mistéiros, só tomou conhecimento do mistério que rondou sua vida depois de cego.
Com toda essa história, percebe-se, ainda, como a vida muitas vezes implica sofrimento e pessimismo, mas mesmo assim é válida de ser vivida, mesmo após essa grande tragédia e esse castigo extremo que Édipo viveu ele ainda não nega a plenitude de continuar vivendo, não se mata, prefere conviver com a mal ocorrido.

Um comentário:
Gostaria de parabeniza-la pela bela análise da Tragédia Édipo Rei...
Conseguiu sintetizar e captar parte do que a peça pode representar .
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