No trabalho que Leysereé apresentou à turma se mostrou evidente quais eram os objetivos de sua pesquisa no mestrado: perceber qual a relação existente entre o superego de Freud e o Imperativo Categórico de Kant. A proposta de pesquisa dela dividiu seu texto em 4 capítulos, no primeiro tratou do Imperativo categórico em Kant; depois do conceito de Superego em Freud; no terceiro capítulo expôs comentadores que vinculam os dois temas; e na última parte teve como propósito perceber qual o deslocamento semântico que houve de Kant para Freud.Sobre o primeiro capítulo pode-se perceber como a ação praticada por um homem qualquer se enquadra em princípios a priori ou em princípios a posteriori. O primeiro conjunto de atitudes se refere aquelas que o sujeito realiza por ter uma ação moral realmente, ou seja, é aquilo que alguém realiza não por medo de castigos, ou por condicionamentos, são princípios universais, objetivos e incondicionados. A busca por uma ação que ocorra em torno desses princípios a priori, que ocorrem na dimensão da lei pode levar o sujeito a uma filosofia de vida transcendental, são fundamentados antes de qualquer razão.
Já no segundo caso, as atitudes baseadas em princípios a posteriori, representam aquelas que se fundam em uma moral da experiência (uma multa, ou algum castigo, por exemplo), do empírico, do condicionamento, do subjetivo, no âmbito do material, do sensível, do prazer ou do desprazer.
A maioria das ações humanas ocorre nesse segundo caso, pois o homem não costuma introjetar lei pura em seu cotidiano, pois ele não é objetivo, e ainda percebe-se nesse capitulo como a boa vontade, a idéia reguladora da razão, é a responsável por formar, por dirigir o ser finito - o homem - sendo que o infinito seria aquele ideal de boa vontade que age sempre pela lei moral pura (sempre a priori).Enfim, o Imperativo categórico seria aquela lei que não concorda com um fim material, o sujeito que se enquadra nela age de forma que a máxima valha para o universal e não para algum interesse particular, se obedece pelo dever perante a ação moral e não conforme uma obrigação, ma ação patológica por inclinação como ocorre nas ações que tem interesses fundamentando-as.
No segundo capítulo Leysereé trata de tópicos a respeito do pensamento de Freud sobre o superego. Para isso ela manipula conceitos como consciente, pré-consciente, inconsciente, id, ego e finalmente chega ao superego, que pode ser entendido como uma pulsão inconsciente que vem de um recalque, uma atitude que se tem e não se conhece o porque dela, é um resto de pensamento que fica no inconsciente incomodando o sujeito sem que ele entenda o porque.
No próximo capitulo a autora do trabalho menciona os comentadores do assunto, tais como: Allison, beck, Patton, Höffe e Daniel Perez. Sobre as conclusões que ela tirou percebe-se que ela buscou encontrar aproximações e afastamentos entre os dois conceitos abordados (do Imperativo Categórico e do Superego). Uma conclusão percebida entre as demais é que sendo o superego essa pulsão sobre a ação do sujeito sem ele saber, pode-se percebe-lo como uma forma de Imperativo categórico também, pois ambos agem sobre o sujeito como uma direção para suas atitudes.









