
Figura: o lendário "Cavalo de Tróia"
No decorrer do filme Tróia, percebe-se como as ações humanas se confundiam com a religiosidade e a mitologia na época da guerra travada entre gregos e troianos como retratado. Aos deuses se atribuíam as vitórias, as derrotas, a glória, a fama e até fatores físicos climáticos. Deixava-se de lado evidências numéricas, lógicas e empíricas para se consultar sacerdotes que tinham acesso aos deuses e por isso saberiam qual o melhor caminho a se trilhar, qual a melhor atitude a se tomar. Os deuses atuavam, então, nos acontecimentos religiosos e políticos tomando partido por este ou aquele conforme tinham pretensão de prestar favores ou tirar vantagens. Eles agiam nas ações e padecimentos humanos e isso engatilhava a forma de ética corrente na época.
As verdades se garantiam, então, utilizando-se o recurso à autoridade divina e não se dava o mesmo valor às práticas cientificas na comprovação dessas verdades, o recurso à palavra divina já era por si próprio fonte de confirmação e eram analisados conforme fatores climáticos, de saúde ou de sorte que serviam como sinais da “benção” ou não dos deuses.
Durante o filme, muitos momentos explicitam essa devoção, por exemplo: quando a peste tomou os soldados gregos já no fim do filme os troianos atribuíram o ocorrido aos deuses, concluíram que a praga era castigo divino perante os invasores, pois no início do filme, quando a praia foi tomada pelos soldados gregos, eles desrespeitaram o templo do deus Apolo.
Pode-se entender, então, que na saga homérica existiam três classes de homens: povo, heróis e deuses, sendo que a última classe era privilegiada, pois tinha a peculiaridade da imortalidade. Hoje em dia também se percebe uma enorme devoção ao divino, é comum se escutar: “graças a Deus”, ou “foi Deus quem quis assim”, enfim, da mesma forma se vangloria o poder de um deus, porém o culto atual tem como foco num deus transcendental, sem vícios, desejos, ou defeitos humanos, enquanto naquela época os deuses também tinham suas ambições, quimeras, implicâncias.
As verdades se garantiam, então, utilizando-se o recurso à autoridade divina e não se dava o mesmo valor às práticas cientificas na comprovação dessas verdades, o recurso à palavra divina já era por si próprio fonte de confirmação e eram analisados conforme fatores climáticos, de saúde ou de sorte que serviam como sinais da “benção” ou não dos deuses.
Durante o filme, muitos momentos explicitam essa devoção, por exemplo: quando a peste tomou os soldados gregos já no fim do filme os troianos atribuíram o ocorrido aos deuses, concluíram que a praga era castigo divino perante os invasores, pois no início do filme, quando a praia foi tomada pelos soldados gregos, eles desrespeitaram o templo do deus Apolo.
Pode-se entender, então, que na saga homérica existiam três classes de homens: povo, heróis e deuses, sendo que a última classe era privilegiada, pois tinha a peculiaridade da imortalidade. Hoje em dia também se percebe uma enorme devoção ao divino, é comum se escutar: “graças a Deus”, ou “foi Deus quem quis assim”, enfim, da mesma forma se vangloria o poder de um deus, porém o culto atual tem como foco num deus transcendental, sem vícios, desejos, ou defeitos humanos, enquanto naquela época os deuses também tinham suas ambições, quimeras, implicâncias.

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